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Breve Enquadramento Histórico

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Limite sul do distrito aveirense, a Mealhada estende-se entre a Serra do Buçaco e a orla gandareza de Cantanhede, acompanhando o pequeno rio Cértima desde a nascente até se perder em meandros na fronteira territorial do vizinho concelho de Anadia.

Remonta ao ano 39 dc o marco miliário da Mealhada, testemunho da passagem da via romana Conimbriga-Braccara pela região, com inscrições que referem o imperador Calígula.

Em 1002 existia no território do actual concelho, o Mosteiro da Vacariça que exerceu larga influência religiosa em toda a região, estendendo-se o seu património para além dos rios Mondego, a sul e Douro, a Norte, tendo sido proprietário do Mosteiro de Leça e terras da Maia.

A sua dimensão e importância estão bem documentadas, entre outras fontes, no Livro Preto da Sé de Coimbra, mas da opulência e riqueza deste mosteiro dos tempos da reconquista não existe hoje qualquer vestígio físico.

Administrativamente, vamos ao rei D. Manuel I colher o Foral da Vacariça datado de 12 de Setembro de 1514 e a D. Maria II se deve a criação do concelho da Mealhada em 24 de Outubro de 1855 com a consequente extinção da primitiva autarquia da Vacariça, centro nevrálgico duma rica região agrícola.

Em 1628 estabelece-se no Buçaco uma comunidade de frades carmelitas, ali edificando o convento de Santa Cruz do Bussaco e inúmeras ermidas e capelas de penitência, que são hoje o património classificado do concelho. A Ordem dos Carmelitas Descalços ali permaneceu durante 200 anos até à sua extinção em 1834.

Em 1810, também em plena Serra do Buçaco, sofre Napoleão uma das primeiras derrotas do império durante a terceira invasão francesa comandada pelo marechal Esseling Massena, perante o exército anglo-luso sob o comando do Duque de Wellington. O espólio da luta, recolhido no Museu Militar do Buçaco é o testemunho vivo desse episódio da história de Portugal.

Nos finais do séc. XIX foi edificado em terrenos do antigo convento o Palace Hotel do Buçaco, uma obra em estilo neo-manuelino com traço do cenógrafo italiano Luigi Manini. Destinado inicialmente a pavilhão de caça do Rei D. Carlos, nunca lhe coube satisfazer essas funções e em 1917 foi transformado em hotel de luxo concessionado a pioneiros da industria do turismo em Portugal como o suiço Paul Bergamin ou o natural do concelho, Alexandre de Almeida. É hoje uma prestigiada unidade hoteleira referenciada em todo o mundo.

















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