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Câmara da Mealhada vai pedir audiência a Assunção Cristas para evitar o abandono da Mata Nacional do Buçaco

12 março, 2013

Câmara da Mealhada vai pedir audiência a Assunção Cristas para evitar o abandono da Mata Nacional do Buçaco

O Presidente da Câmara Municipal da Mealhada vai solicitar uma audiência à Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, ao Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, a todos os grupos parlamentares da Assembleia da República e à Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República. Uma decisão tomada hoje, por unanimidade, pelos membros do Executivo Municipal, face à recente resolução do Conselho de Ministros que proíbe o apoio financeiro à Mata Nacional do Buçaco por parte de qualquer entidade pública.

“A resolução do Conselho de Ministros conhecida na passada sexta-feira não extingue a Fundação Mata do Buçaco, mas conduz à sua asfixia e consequentemente ao abandono da Mata Nacional e do seu património classificado”, argumenta o Presidente da Câmara da Mealhada, Carlos Cabral, que hoje reuniu o Executivo Municipal para decidir que medidas tomar face à recente resolução do Conselho de Ministros publicada a 8 de março, que obriga à “cessação total de apoios financeiros públicos” à Fundação Mata do Buçaco.

E a decisão foi unânime. O Presidente da Câmara, Carlos Cabral, vai solicitar uma audiência à Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, ao Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, aos grupos parlamentares da Assembleia da República e à Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República, para “expor a situação e tentar transmitir a preocupação da população do município da Mealhada”. “Foi esta a nossa decisão face a tão absurda resolução por parte do Conselho de Ministros, uma decisão que só pode ter sido fundamentada no preconceito relativamente às fundações e baseada no total desconhecimento da realidade existente”, argumenta.

O Presidente da Câmara deixa a garantia que irá lutar contra o que diz ser “uma medida criminosa contra o património nacional”. Carlos Cabral recorda ainda que, nesta altura, a situação agrava-se, já que o mau tempo que afetou a região no passado dia 19 de janeiro deixou um prejuízo de seis milhões de euros na Mata Nacional do Buçaco. “é urgente recuperar o que foi destruído, para que a mata não se degrade ainda mais. E agora, a autarquia vê-se impossibilitada de o fazer, porque o Conselho de Ministros decidiu que a Fundação Mata do Buçaco não pode receber dinheiros públicos”, considera Carlos Cabral. “Estamos a retroceder anos no tempo, para voltarmos à altura em que a Mata Nacional do Buçaco esteve mais de uma década ao abandono”, conclui.

Recorde-se que a Fundação Mata do Buçaco foi criada a 19 de maio de 2009 para gerir a Mata Nacional do Buçaco, garantindo a sua preservação e sua proteção histórica e paisagística. E foi a partir de então que a Mata Nacional foi substancialmente recuperada à custa do esforço municipal e da gestão da Fundação Mata do Buçaco. “Foi a Câmara com o apoio financeiro e a Fundação, com os poucos colaboradores que tem, que conseguiram dinamizar vontades, angariar mecenas e iniciar, assim, a recuperação da mata nacional”, recorda ainda o Presidente da Câmara da Mealhada.

(2013-03-12) - Press Release







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