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José Cid, Paulo de Carvalho, Black Mamba e Raminhos são apostas do Cineteatro Messias para 2020

02 dezembro, 2019

José Cid, Paulo de Carvalho, Black Mamba e Raminhos são apostas do Cineteatro Messias para 2020

José Cid, Paulo de Carvalho, Rui Massena, Fernando Mendes, Black Mamba e António Raminhos são as principais apostas do Cineteatro Messias para o 1º semestre de 2020. Para assinalar o 70º aniversário deste espaço municipal de cultura, será inaugurada, em janeiro, uma exposição comemorativa e oferecido ao público dois espetáculos de variedades, um deles uma revista à portuguesa com o ator Carlos Areias.

O Cineteatro Messias inicia 2020 com a comemoração dos seus 70 anos. Foi em 18 de janeiro de 1950 que foi inaugurada esta casa de espetáculos, pela mão do benemérito comendador Messias Baptista, industrial da Mealhada que quis dotar a localidade de um espaço cultural alternativo ao Teatro Mealhadense, que estava já em avançado estado de degradação. A programação começa, por isso, com este fim de semana em que o Cineteatro se abre à população, com um espetáculo de humor, dois espetáculos de música e teatro gratuitos e a inauguração de uma exposição.

No dia 17 de janeiro, logo a abrir o fim de semana, António Raminhos, que o ano passado esgotou duas sessões no Messias, regressa com o seu novo espetáculo de stand-up: "O sentido das Coisas...e isso", uma viagem entre o humor e a busca da resposta à dúvida "porque é que estamos aqui…".

No dia 18, sábado, à semelhança do que acontece com a programação durante todo o ano, que procura ser uma simbiose de propostas locais e nacionais, o palco será dado a artistas e coletividades do concelho. O espetáculo "70 anos do Messias" conta com música, dança e teatro com PAMA, Escola de Samba Sócios da Mangueira, Oficina de Teatro do Cértima, Grupo Cénico de Santa Cristina, Companhia de Teatro Caixa de Palco, Ballet do Hóquei Clube da Mealhada, Filarmónica Lyra Barcoucense e Filarmónica Pampilhosense, com o seu grupo Dixie. Este espetáculo, que terá início às 21h30, será gratuito e terá apresentação de Eladio Climaco, reputado apresentador de televisão (RTP), conhecido de todos os portugueses desde os tempos dos Jogos sem Fronteiras e dos festivais RTP da Canção e da Eurovisão.

Ainda antes do espetáculo, pelas 21h, será inaugurada uma exposição que procura retratar este percurso de 70 anos do cineteatro: os seus protagonistas, as suas histórias, as suas memórias e momentos, através de fotografias, notícias de jornais, depoimentos e até com exibição de material antigo desta casa de espetáculos que tinha, inicialmente, capacidade para 500 lugares sentados, palco para a atuação de companhias de teatro, tela para projeção de cinema e salas e salões para diferentes eventos.

A proposta para a tarde de domingo, dia 19 de janeiro, é de teatro e comédia. O Messias convida a população a rir – e muito – com a revista à portuguesa "Quero ir pra ilha", que comemora os 50 anos de carreira do ator Carlos Areias, que ficou celebrizado por usar esta frase numa série de televisão. Este espetáculo será também de entrada gratuita.

Em fevereiro, o destaque vai para a música, com dois projetos distintos, mas ambos de absoluta qualidade. Dia 8, às 21h30, subirá ao palco do Messias o projeto "The Black Mamba", num dos últimos espetáculos da sua digressão "Good Times Tour". A banda irá, tal como no início, apresentar-se em trio e focar-se nos temas que compunham o alinhamento dos seus primeiros concertos, com originais e versões que interpretavam habitualmente na altura da sua formação, num verdadeiro regresso às origens. A 22 de Fevereiro, o inigualável Rui Massena, maestro, compositor, virtuoso pianista que tem esgotado salas por todo o país, atua no Messias. Estreou dezenas de obras nacional e internacionalmente, dirigiu mais de trinta orquestras nacionais e internacionais de relevo e em salas de referência mundial. Foi o primeiro maestro português a dirigir no Carnegie Hall em Nova Iorque. Nutre um especial interesse pela composição e pelo piano jazz de improvisação. Realizou 13 programas de "Música Maestro", para a RTP1, numa perspetiva de aproximação da música sinfónica ao grande público.

Segue-se, no dia 8 de março, domingo, às 21h, José Cid, vencedor de um Grammy Latino de Excelência Musical, para um espetáculo que será, certamente, inesquecível para todos os presentes e com uma vertente de solidariedade já que toda a receita reverterá para as duas corporações de bombeiros existentes no município, Mealhada e Pampilhosa. O cantor passará em revista os sucessos da sua carreira – e não são poucos! Desde a "Lenda de El Rei D. Sebastião", dos anos 60, ao álbum "Vinte Anos", que no início da década de 70 se tornaria um dos maiores êxitos de sempre da sua carreira, com mais de 100 mil cópias vendidas. Desde esse início aos dias de hoje, José Cid foi colecionando êxitos como "Verdes Trigais Em Flor", "Portuguesa Bonita", "Na cabana" ou "Cai Neve em Nova York". Nesta noite, José Cid convidará Mário Mata, cantautor, com temas bem populares e conhecidos da música portuguesa como "Faz-te à vida", "Somos portugueses", "Há dias de manhã", "Sou do contra", "Vamos lá falar", e - está claro - "Não há nada p?ra ninguém"! Este concerto tem a particularidade de ser solidário para com as corporações de bombeiros do município.

Neste mesmo mês, a 28 de março, há ainda espaço para o teatro infantil, uma área que foi introduzida na programação do Cineteatro Messias em 2019 e que se tem revelado de grande sucesso. A história, trazida pela Plateia D?Emoções, é a do "Capuchino Vermelho", mas numa versão diferente. A companhia de teatro vira a história ao contrário e dá-lhe uma nova dimensão. Inventa personagens, cria canções apaixonantes e acrescenta outras mensagens. Há um cão que quer ser lobo, um lobo que gosta de bolos, amigos que são família e uma avó que fala com a natureza.

Abril, mês em que se irá comemorar o 46º aniversário da "Revolução dos Cravos", será o mês de um grande senhor da música portuguesa subir ao palco do Cineteatro Messias. Paulo de Carvalho, designado como "a voz", sobe ao palco para revisitar temas bem conhecidos do público como "E Depois do Adeus" (senha do 25 de abril de 1974), "Gostava de Vos Ver Aqui", "Nini dos Meus Quinze Anos", "Dez Anos", "Prelúdio (Mãe Negra)", "Um Beijo à Lua" , "Os Meninos de Huambo" , " Lisboa Menina e Moça" ou "Os Putos" , entre tantos outros.

Em maio volta a boa disposição, com Fernando Mendes. O ator regressará, no dia 23, com o espetáculo "Insónia", uma comédia que brinca com questões sérias, em que se assiste a uma hilariante crise interior de Custódio, um homem que se encontra à beira do divórcio e cuja mulher, Sónia, esgotou de vez a sua paciência para com um marido que é cada vez mais um falhado e um tipo sem rumo ou grandes objetivos de vida para além de comer, beber e dormir.

A programação para este primeiro semestre será também enriquecida com as produções dos vários grupos de teatro, músicos e outros projetos locais, mantendo-se a política de casa aberta aos artistas concelhios.

Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, referiu, esta tarde, em conferência de imprensa, a versatilidade da programação. "Temos do humor, que tanto nos faz rir, à música, com grandes vozes como José Cid e Paulo de Carvalho, a uma noite muito especial de música clássica, com Rui Massena".

Entre janeiro e junho de 2020, estarão patentes ao público, no 1º andar do Cineteatro Messias, com entradas sempre gratuitas, a exposição comemorativa do 70º aniversário do Messias e uma mostra sobre as freguesias do concelho da Mealhada, que foi facultada ao Município, durante o período de um ano, pela Fundação Luso.

O presidente da autarquia sublinhou ainda as parcerias com o restaurante Rei dos Leitões, com o Grande Hotel do Luso e a Sociedade de Água de Luso. "Têm sido parceiros magníficos que nos permitem ir mais longe no que estamos a fazer. Os seus responsáveis são pessoas que vêem o nosso trabalho e o sentem como seu também – pelas visitas que vão tendo de turistas nas suas casas - e nos têm respondido afirmativamente quando outros não o fazem", afirmou Rui Marqueiro.

António Paulo Rodrigues, do Rei dos Leitões, e Ricardo Lopes, do Grande Hotel de Luso, sublinharam o acréscimo que um programa cultural significa para a Mealhada e para os agentes económicos locais. "É notório o aumento do fluxo de clientes nos dias de grandes espetáculos e nota-se que a Mealhada começa a estar no mapa com este tipo de mais-valias para além das que tem naturalmente", afirmou António Paulo Rodrigues.

Press - Ficheiro PDF Press Release - 02 dezembro 2019






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