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Câmara Municipal reuniu com IDAD para discutir preparação do diagnÓstico

31 janeiro, 2012

Câmara Municipal reuniu com IDAD para discutir preparação do diagnÓstico

Decorreu na passada quarta-feira, dia 25, no Arquivo Municipal, mais uma reunião para discutir a implementação da Agenda 21 Local na Mealhada que – de acordo com Miguel Coutinho, secretário-geral do Instituto do Ambiente e Desenvolvimento (IDAD) da Universidade de Aveiro (UA) e coordenador do projecto – chegou a “uma fase importante”. A preparação do diagnóstico é essa fase: um momento no qual se estabelecem metas a atingir em áreas tão fundamentais como a protecção ambiental, o desenvolvimento sócio-económico e a coesão social. Nesse sentido, rumo a um plano de acção, juntaram-se à mesma mesa, Miguel Coutinho com outros dois elementos do IDAD, a vice-presidente da Câmara, Filomena Pinheiro, o vereador do Ambiente, Júlio Penetra, bem como o grupo de trabalho da autarquia destacado para dirigir o programa em articulação com a UA.

A equipa técnica do IDAD começou por apresentar de forma sintetizada as suas conclusões sobre a análise da situação pré-existente no município da Mealhada e o modo como estão a formatar o diagnóstico segundo os dez compromissos de Aalborg – Governância; Gestão local para a sustentabilidade; Bens comuns naturais; Consumo responsável e opções do estilo de vida; Planeamento e desenho urbano; Melhor mobilidade, menos tráfego; Acção local para a saúde; Economia local dinâmica e sustentável; Equidade e justiça social; Do local para o global.

Com vista a expor o ponto da situação relativamente ao desenvolvimento da implementação da Agenda 21 Local na Mealhada, sempre na óptica de procura de diálogo com a autarquia, os especialistas apresentaram, concisamente, a “fotografia” do município, revelando o estado em que este se encontra em relação aos princípios de Aalborg e identificando os eixos prioritários. Aqui, os responsáveis verificaram que há “grande preocupação do município” a caminho da sustentabilidade e que muitas acções da Câmara Municipal “já vão de encontro” às dez normas do desenvolvimento sustentável.

O inquérito realizado à população na fase inicial do processo também esteve na ordem do dia tendo sido divulgados e debatidos alguns resultados oriundos deste passo primordial. Ficou-se a saber, por exemplo, que os munícipes classificam os parques e jardins, as farmácias, a rede de saneamento, os acessos rodoviários, a qualidade da água (consumo) e a qualidade da paisagem como aspectos positivos. Já pela negativa, destacam-se aspectos como a deposição ilegal de resíduos, os transportes públicos, o policiamento nas ruas, a acessibilidade (mobilidade reduzida) e os odores. E o que distingue o concelho da Mealhada? Qualidade, gastronomia e localização foram as características que os cidadãos mais destacaram nesta questão implícita no inquérito.

Mas, foi no passo seguinte que se pôs em prática o propósito central daquilo que é a Agenda 21. Num ‘workshop’ que juntou cerca de 80 agentes locais, numa lógica de promoção da cidadania e democracia participativa, identificaram-se os pontos fortes e os pontos fracos, definiram-se prioridades e, em conjunto, procurou-se uma visão de futuro para o concelho. Uma consciência que autarquia e IDAD, como parceiros, pretendem que se mantenha e desenvolva de modo a que, mediante respostas colectivas e uma construção partilhada, se possa implementar um Plano de Acção estratégico com vista ao desenvolvimento sustentável.

Filomena Pinheiro considera que o município está “num bom caminho” e tem feito “o trabalho de casa, investindo e apostando num modelo de desenvolvimento sustentável”, acrescentando que “existe hoje uma plataforma de infra-estruturas, equipamentos e acções imateriais que permitem o pensar e o agir na Agenda 21 Local no concelho da Mealhada”. A vice-presidente da Câmara diz que “as sementes estão lançadas” e espera, agora, um maior envolvimento da população. Nesse âmbito, a autarca pensa que se deviam organizar mais ‘workshops’, pois o primeiro “foi óptimo”, sobretudo, porque “concentrou pessoas que podem vir a ser envolvidas no processo e que não estavam sensibilizadas, pessoas que podem vir a ser pivôs importantes”.

No final da reunião, foi de comum acordo que se realizassem, em data a definir, outras sessões públicas de apresentação informando sobre o programa em curso.

(2012-01-30) - Press Release







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