Cidades Educadoras

Cidades Educadoras

As Cidades Educadoras tiveram início, como movimento, em 1990, aquando do I Congresso Internacional de Cidades Educadoras, celebrado em Barcelona, onde um grupo de cidades representadas pelos respetivos órgãos de poder concluíram ser útil trabalhar em conjunto projetos e atividades para melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes.

Posteriormente, em 1994, este movimento formalizou-se como Associação Internacional, oficialmente criada no terceiro congresso das Cidades Educadoras, o qual decorreu em Bolonha, Itália.

A REDE TERRITORIAL PORTUGUESA DAS CIDADES EDUCADORES é constituída por todos os municípios portugueses que são membros da Associação Internacional das Cidades Educadoras e, como tal assinaram a Carta das Cidades Educadoras, defendendo e assumindo nas suas práticas os Princípios dessa Declaração.

A cidade deve saber encontrar, preservar e apresentar a sua identidade pessoal e complexa. Esta torná-la-á única e será a base dum diálogo fecundo com ela mesma e com outras cidades. A valorização dos seus costumes e suas origens deve dialogar com os modos de vida internacionais. Poderá assim oferecer uma imagem atraente sem desvirtuar o seu enquadramento natural e social.

A cidade deverá promover o conhecimento, a aprendizagem e a utilização das línguas presentes na cidade enquanto elemento integrador e fator de coesão entre as pessoas.

O município deverá avaliar o impacto das ofertas culturais, recreativas, desportivas, informativas, publicitárias ou de outro tipo e as realidades que as crianças e jovens recebem sem qualquer intermediário. Neste caso, deverá empreender, sem dirigismos, ações com uma explicação ou uma interpretação razoáveis. Assegurará que se estabeleça um equilíbrio entre a necessidade de proteção e a autonomia necessária à descoberta. Oferecerá, igualmente, espaços de formação e de debate, incluindo os intercâmbios entre cidades, para que todos os seus habitantes possam assumir plenamente as inovações que aquelas geram.

Objetivos

  • Promover o cumprimento dos princípios da Carta das Cidades Educadoras
  • Impulsionar colaborações e ações concretas entre a s Cidades Educadoras.
  • Participar e cooperar ativamente em projetos e intercâmbios de experiências com grupos e instituições com interesses comuns
  • Aprofundar o discurso de Cidades Educadoras e promover a concretização em atividades específicas
  • Influenciar o processo de tomada de decisão dos Governos e das Instituições Internacionais em questões de interesse para as Cidades Educadoras
  • Dialogar e colaborar com organismos nacionais e internacionais.

Vantagens

  • Fazer parte ativa de um conjunto de cidades com uma filosofia comum que permite a formulação de projetos comuns com base nos princípios da Carta das Cidades Educadoras;
  • Mostrar a Cidade, os seus programas e experiências através do Banco Internacional de Documentos (BIDCE) e de outros meios de comunicação;
  • Fazer parte da Assembleia Geral e contribuir para o desenvolvimento e funcionamento da Associação;
  • Eleger e ser eleita para os lugares de representação e outras responsabilidades;
  • Participar nos Congressos Internacionais e ser candidata à sua organização;
  • Fazer parte das redes territoriais e temáticas;
  • Ter acesso à informação sobre programas, iniciativas e recursos;
  • Dispor de uma página Web no portal da AICE (Associação Internacional das Cidades Educadoras)


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